O lado corinthiano da história

                                                       O lado corinthiano da história

Por Diego Prado

      Ontem, dia 05 de Novembro de 2017 ficará na memória de todo corinthiano, um dia marcado, por ser o grande derby da década, o jogo que era quase uma final de campeonato, num campeonato de pontos corridos. Corinthians x Palmeiras, uma das maiores rivalidades do Brasil, se não a maior, tinha ares de decisão.
     O clássico com líder e vice-líder, o Palmeiras talvez no seu auge no ano, e o Corinthians com seu pior momento em 2017, um até então tinha 22 pontos no 2º turno do campeonato, o outro só 12, 6 derrotas, 3 empates e só 3 vitórias, um recuperação fantástica do time de Palestra Itália, uma mine crise do outro lado com muros pichados. O cenário perfeito para o Palmeiras ganhar do seu maior rival e afundar de vez o Corinthians, um time que investiu milhões e milhões, contra um que não tem se quer um patrocínio máster na camisa.

                                                    Treino do Corinthians com 32 mil pessoas

      Mas era clássico, era decisão, e se tudo isso estava contra o Corinthians, uma coisa estava a seu favor, talvez o mais importante, a torcida. Ontem no estádio, quando foi dito o público da Arena Corinthians, disseram “46.090 público pagante e 78 mil público total, a Fiel é Foda.” E foi exatamente isso, num estádio de capacidade para 47 mil, tinham 78 mil, mas como? 32 mil torcedores foram ao sábado no treino aberto e fizeram festa, cantoria, como se fosse uma final, e no domingo idem, as vozes ainda ecoavam por lá, sim, a torcida foi fundamental, ela levou o Corinthians à vitória, com mosaico, foguetório, papel picado, bandeira e tudo mais que tinha direito, 90 minutos gritando como se tivessem em campo, e sim, o time entrou para uma final, o Palmeiras entrou para disputar a 32ª rodada do brasileiro, o Corinthians entrou pra decisão, e mesmo com um time tecnicamente inferior, num momento pior, confiança abalada, foi um jogo mágico, time e torcida na mesma frequência, jogou como campeão, o torcedor torceu como campeão.




      Para aqueles que duvidavam do time, não duvidem mais. O Corinthians gosta de jogo grande, e essa foi a diferença pro seu rival, o Palmeiras nos dois clássicos contra Corinthians e contra o Santos, perdeu os 4. Corinthians ganhou 3 jogos. Você pode falar do jogo, de arbitragem, analisar esse jogo individualmente por jogadores, etc. Mas na minha análise, vou colocar o diferencial na Fiel, ela estava lá, ela sempre esteve lá, nós sempre estivemos lá.

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