Campeão da NBA em 2014, Kawhi Leonard é o principal nome
do bom time do Spurs.
Quando se fala em tradição na NBA, é impossível
não lembrar do San Antonio Spurs. Com cinco títulos da liga, a equipe texana
tem uma história grande e desde 1997 está entre as oito melhores equipes de sua
conferência. Após a aposentadoria anunciada do ídolo Tim Duncan, outra figura
promissora ganhou espaço mo coração dos fãs: Kawhi Leonard. Tido como o futuro
da franquia, o garoto de 26 anos se destaca pela forte marcação e é um dos
melhores defensores na liga há algum tempo, sendo eleito 2 vezes como defensor
do ano. Leonard conseguiu parar LeBron James, Kevin Durant e outras estrelas do
NBA. Com o aumento de seu protagonismo, Leonard melhorou seu desempenho
ofensivo, tendo uma média de 25.5 pontos por jogo na temporada passada, o que
ajuda a equipe do Spurs. Comandados pelo vitorioso e 5 vezes campeão da NBA,
Gregg Popovich, a equipe conta como sua principal característica a forte
marcação cedendo apenas 94.2 pontos de média na temporada passada, e a
paciência na elaboração das jogadas. Além disso, a equipe possui os grandes pivôs
Pau Gasol e LaMarcus Aldridge, os veteranos Tony Parker e Manu Ginobili e um
banco sólido, que conta com Patty Mills e Dejounte Murray. Os Spurs foram
eliminados pelos Warriors na final de conferência, mas a ausência de Parker foi
muito sentida. Evitando lesões e se mantendo saudáveis, os Spurs são uma ameaça
real ao time de Oakland.
3. Oklahoma City Thunder
Russell Westbrook, MVP da NBA,
comandará um Thunder recheado de craques.
A jovem equipe do Oklahoma City Thunder, criada em 2008, após um grupo
de investidores comprar o Seattle Supersonics e querer que a franquia se
mudasse para Oklahoma, não tem tradição na NBA por ser muito jovem, mas possui
heranças consideráveis, como Russell Westbrook, o melhor jogador da NBA. O MVP da liga na
temporada passada, com uma média avassaladora de um triplo-duplo por jogo, 31.6
pontos, 10.4 assistências e 10.7 rebotes, promete deixar muito mais em quadra e
a torcida está com ele. A outra herança foi Kevin Durant, que assinou contrato
com o Golden State Warriors em uma polêmica negociação enfraquecendo o time e
deixando os torcedores furiosos. Mesmo assim, Westbrook carregou um time médio
nas costas e o levou para os playoffs. Se o homem já é um problema sozinho,
imagine com outras estrelas. E o Thunder agora terá novas estrelas. A aquisição
de Paul George (4 vezes All-Star) e de Carmelo Anthony, (10 vezes All-Star e 4
vezes campeão olímpico) elevarão o time a um outro nível. Caso se entrosem,
Oklahoma tem totais condições de ver seu time levantando o troféu da liga pela
primeira vez.
4.*Menção especial –
Minnesota Timberwolves
Wiggins, Towns e Butler: o time jovem de Minnesota é
capaz de causar estrago.
Colocar o Minnesota Timberwolves na disputa pelo título da NBA pode
parecer loucura para alguns, mas para outros não. A equipe de Minneapolis vive
um dos maiores jejuns de playoffs, não se classificando desde 2004, quando
Kevin Garnett levou a equipe para a final da conferência e foram derrotados
para os Lakers. Mas, nessa temporada os torcedores estão confiantes com a
equipe que fez boas escolhas no Draft e na janela de negociações. Os
Timberwolves possuem um grande “Big 3” com Andrew Wiggins, Karl-Anthony Towns e
Jimmy Butler. O último foi uma grande surpresa para torcida dos Wolves. Tendo
grande experiência e sendo um ótimo two-way
player, Butler deixa os Bulls para se juntar a dupla de meninos de
Minnesota, o que já são realidade. Na temporada passada, suas médias de pontos
somadas chegavam a 48.7, quase metade dos pontos da equipe. Além do veterano de
Chicago, Minnesota adquiriu Jeff Teague, experiente armador do Indiana Pacers
que fez 15.3 pontos por jogo e 7.8 assistências, Jamal Crawford, 3 vezes Sexto
homem da NBA, Taj Gibson e Aaron Brooks. É verdade que a equipe perdeu Ricky
Rubio e Zach LaVine, mas em geral, ela mais ganhou do que perdeu. O time bateu
o Golden State Warriors esse ano, uma vitória considerável, mesmo sendo pré-temporada,
e promete incomodar muita gente. Se a defesa da equipe de Tom Thibodeau for mais
consistente, essa equipe tem totais condições de levar o troféu pela primeira
vez em sua história.
Conferência Leste
1.
Boston Celtics
Kyrie Irving e Gordon Hayward. As
enormes contratações do Celtics para a temporada.
Após algumas temporadas longe dos playoffs, o Boston Celtics voltará com
mais força do que nunca e o torcedor tem motivos para crer no 18º título da
franquia mais vitoriosa da história da NBA. A equipe, vice-campeã da
conferência da temporada passada, terá um melhor elenco com a chegada de dois
espetaculares jogadores: Gordon Hayward, ex-Utah Jazz, que fez uma brilhante
temporada, tendo 21.9 pontos de média, e Kyrie Irving, campeão da NBA pelo
Cleveland Cavaliers e 4 vezes All-Star. A filosofia do jovem treinador Brad
Stevens, de uma defesa sólida e um ataque veloz e eficiente, tem dado
resultado, principalmente na temporada passada. De fato o Celtics sofreu muito
na janela de transferências, já que perdeu jogadores importantes, como Avery
Bradley, Jae Crowder, Amir Johnson, e especialmente Isiah Thomas, que estava envolvido
com o Cavaliers na troca com Irving. Todavia, peças importantes evoluíram, como
os meninos Marcus Smart e Jalen Brown, outras chegaram no time via Draft, como Jason
Tatum, e por fim devido as trocas ou negociações, como Irving, Hayward, Marcus
Morris, Aron Baynes e o pivô experiente Al Horford. Parece que faltava
experiência nesse time temporada passada. Agora ela chegou. Veremos o que o
Boston pode fazer na conferência Leste, sendo considerado o time com maior
chance de título (12%) segundo a ESPN norte-americana.
2. Cleveland Cavaliers
LeBron James, um dos maiores nomes do esporte mundial, comandará o Cavs mais uma vez.
Antes de qualquer manifestação sobre basquetebol, você deve ter uma
coisa bem clara em mente: Respeite LeBron James. O “King” a cada temporada,
quebra números, dá espetáculos e cada vez mais se coloca na disputa para ser o
maior de todos os tempos na história do basquete. Tri campeão da NBA (2011,
2012 e 2016), o maior pontuador da história dos playoffs terá mais uma tarefa
para realizar, vencer os Warriors e sagrar Cleveland pela segunda vez. Vice no
ano passado, LeBron e os Cavaliers viram seu principal armador Kyrie Irving ir
para Boston que em contra partida cedeu importantes jogadores, como Jae
Crowder, Ante Zizic e Isiah Thomas, a principal estrela do time de Massachusetts.
Além de manter a base do time campeão de 2016, Cleveland encorpou seu elenco com
a vinda de Derrick Rose, MVP da liga em 2011, Jeff Green, o experiente Jose
Calderon e um velho amigo de LeBron: Dwayne Wade. Wade, tri campeão da NBA,
busca com seu companheiro mais um título para o currículo de ambos e
principalmente, reeditar a parceria de sucesso dos tempos de Miami Heat. Com um
elenco muito mais amplo e recheado de grandes estrelas no time titular, os
torcedores estão bem otimistas. Com o foco da mídia em Boston, os Cavs terão
menos pressão e teoricamente poderão ter mais tranquilidade. E convenhamos, se
forem campeões, não será novidade para ninguém.
3.
Washington Wizards
Um dos melhores backcourts da liga, Wall e Beal buscam levar Washington à glória.
Em 1978, o Washington
levantou o troféu Larry O´Brien pela primeira vez em sua história. Os Bullets
derrotaram o Seattle Supersonics e faturaram o título. Mas não estamos falando
dos Bullets, e sim do Wizards. O nome da equipe mudou em 1998, mas a glória se
mantem intacta. Após o título de 78, a equipe nunca mais conseguiu grandes
resultados nos playoffs chegando apenas as semifinais de conferência, mas esse
ano, a capital está esperançosa. Com uma dupla de armadores, considerada por
muitos como a melhor da liga, John Wall e Bradley Beal carregam os Wizards, com
médias de pontos dos dois chega a 46.2, na missão de combaterem os favoritos
Cavaliers e Celtics. O time comandado por Scott Brooks, tem uma boa defesa
dentro e fora do garrafão, com média de 8.5 roubos de bola por jogo, além de ser
um time muito físico, que possui jogadores que gostam do contato dentro do
garrafão com Gortat, Oubre Jr, Otto Porter Jr, Markieff Morris e até mesmo John
Wall, que é letal no garrafão, seja com enterradas, seja com suas bandejas
acrobáticas. A equipe não teve grandes negociações na janela, mas mantiveram a
base e renovaram os contratos de Wall e Porter, além de adquirirem Jodie Meeks,
um bom chutador de três pontos ao elenco recheado de jogadores médios, o que é
muito importante na NBA. Com humildade e não muita badalação, os Wizards buscam
surpreender os favoritos da conferência e ir às finais.
As cartas estão na
mesa, resta saber se existe alguém que possui as melhores estratégias para
bater o atual campeão ou se teremos mais do mesmo nessa nova temporada da NBA.
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