Quem consegue parar o Golden State Warriors?

Quem consegue parar o Golden State Warriors?

Com a temporada da NBA prestes a começar, os fãs se perguntam se é possível parar o super time de Oakland

Por Vinícius Batista



A temporada 2017/18 da NBA está prestes a começar e ela vem acompanhada do grande receio de um bicampeonato da equipe que fascina os olhos dos espectadores, o Golden State Warriors.

A equipe de Oakland, que retornará para São Francisco novamente após mais de 50 anos, encanta o torcedor com um basquete envolvente, com muitas bolas de três, pontes aéreas e uma coletividade invejável. A equipe tem dos seus cinco titulares, três jogadores selecionados no Draft e que aprimoraram drasticamente ao longo dos anos. São eles Klay Thompson, Draymond Green e Stephen Curry. A polêmica chegada de Kevin Durant, potencializou ainda mais uma equipe muito talentosa e perigosa, com marcas impressionantes nos playoffs, perdendo apenas 1 jogo na pós-temporada no ano do título. Agora, os Warriors vão tentar espantar o fantasma de 2016, quando tiveram tudo para levar o título e acabaram perdendo para o Cleveland Cavaliers, de LeBron James. Mas, com tantos craques no time, é possível o Golden State Warriors não faturar o título? É o que buscaremos entender enumerando os concorrentes dessa equipe fantástica.

Conferência Oeste

1.   Houston Rockets
James Harden, craque do Houston e líder em assistências na última temporada da NBA.

Quando se fala no Houston Rockets, um nome bem familiar nos vem à cabeça: James Harden. O “Barba”, como é apelidado, possui números impressionantes e evoluiu bastante para ser o dono da franquia. Em sua última temporada, Harden apresentou números invejáveis. Além de ser o líder da liga em assistências (média de 11.2 por jogo), ele foi líder do time em pontos (29.1 de média). Somando ambos, James Harden participou de 56.3 pontos do Rockets na temporada passada. Números assustadores para um grande craque, que só não foi MVP da temporada, devido a temporada avassaladora de Russell Westbrook, armador do Oklahoma City Thunder. Harden, nessa temporada, terá ajuda de outro nome renomado: Chris Paul. O experiente armador, oito vezes All-Star, fará uma parceria que pode levar o Houston para uma final de conferência contra o Warriors. Com muitas assistências, garrafão com força física (Capela e Nenê), uma bola de três pontos fatal e uma defesa muito mais consistente e forte, tática trazida pelo grande treinador Mike D´Antoni, o Houston se candidata, nessa temporada, ao cargo de perseguidor dos atuais campeões.






























 2.   San Antonio Spurs
Campeão da NBA em 2014, Kawhi Leonard é o principal nome do bom time do Spurs.

Quando se fala em tradição na NBA, é impossível não lembrar do San Antonio Spurs. Com cinco títulos da liga, a equipe texana tem uma história grande e desde 1997 está entre as oito melhores equipes de sua conferência. Após a aposentadoria anunciada do ídolo Tim Duncan, outra figura promissora ganhou espaço mo coração dos fãs: Kawhi Leonard. Tido como o futuro da franquia, o garoto de 26 anos se destaca pela forte marcação e é um dos melhores defensores na liga há algum tempo, sendo eleito 2 vezes como defensor do ano. Leonard conseguiu parar LeBron James, Kevin Durant e outras estrelas do NBA. Com o aumento de seu protagonismo, Leonard melhorou seu desempenho ofensivo, tendo uma média de 25.5 pontos por jogo na temporada passada, o que ajuda a equipe do Spurs. Comandados pelo vitorioso e 5 vezes campeão da NBA, Gregg Popovich, a equipe conta como sua principal característica a forte marcação cedendo apenas 94.2 pontos de média na temporada passada, e a paciência na elaboração das jogadas. Além disso, a equipe possui os grandes pivôs Pau Gasol e LaMarcus Aldridge, os veteranos Tony Parker e Manu Ginobili e um banco sólido, que conta com Patty Mills e Dejounte Murray. Os Spurs foram eliminados pelos Warriors na final de conferência, mas a ausência de Parker foi muito sentida. Evitando lesões e se mantendo saudáveis, os Spurs são uma ameaça real ao time de Oakland.

3.   Oklahoma City Thunder
Russell Westbrook, MVP da NBA, comandará um Thunder recheado de craques.


        A jovem equipe do Oklahoma City Thunder, criada em 2008, após um grupo de investidores comprar o Seattle Supersonics e querer que a franquia se mudasse para Oklahoma, não tem tradição na NBA por ser muito jovem, mas possui heranças consideráveis, como Russell Westbrook, o melhor jogador da NBA. O MVP da liga na temporada passada, com uma média avassaladora de um triplo-duplo por jogo, 31.6 pontos, 10.4 assistências e 10.7 rebotes, promete deixar muito mais em quadra e a torcida está com ele. A outra herança foi Kevin Durant, que assinou contrato com o Golden State Warriors em uma polêmica negociação enfraquecendo o time e deixando os torcedores furiosos. Mesmo assim, Westbrook carregou um time médio nas costas e o levou para os playoffs. Se o homem já é um problema sozinho, imagine com outras estrelas. E o Thunder agora terá novas estrelas. A aquisição de Paul George (4 vezes All-Star) e de Carmelo Anthony, (10 vezes All-Star e 4 vezes campeão olímpico) elevarão o time a um outro nível. Caso se entrosem, Oklahoma tem totais condições de ver seu time levantando o troféu da liga pela primeira vez.

  4.*Menção especial – Minnesota Timberwolves
Wiggins, Towns e Butler: o time jovem de Minnesota é capaz de causar estrago.

          Colocar o Minnesota Timberwolves na disputa pelo título da NBA pode parecer loucura para alguns, mas para outros não. A equipe de Minneapolis vive um dos maiores jejuns de playoffs, não se classificando desde 2004, quando Kevin Garnett levou a equipe para a final da conferência e foram derrotados para os Lakers. Mas, nessa temporada os torcedores estão confiantes com a equipe que fez boas escolhas no Draft e na janela de negociações. Os Timberwolves possuem um grande “Big 3” com Andrew Wiggins, Karl-Anthony Towns e Jimmy Butler. O último foi uma grande surpresa para torcida dos Wolves. Tendo grande experiência e sendo um ótimo two-way player, Butler deixa os Bulls para se juntar a dupla de meninos de Minnesota, o que já são realidade. Na temporada passada, suas médias de pontos somadas chegavam a 48.7, quase metade dos pontos da equipe. Além do veterano de Chicago, Minnesota adquiriu Jeff Teague, experiente armador do Indiana Pacers que fez 15.3 pontos por jogo e 7.8 assistências, Jamal Crawford, 3 vezes Sexto homem da NBA, Taj Gibson e Aaron Brooks. É verdade que a equipe perdeu Ricky Rubio e Zach LaVine, mas em geral, ela mais ganhou do que perdeu. O time bateu o Golden State Warriors esse ano, uma vitória considerável, mesmo sendo pré-temporada, e promete incomodar muita gente. Se a defesa da equipe de Tom Thibodeau for mais consistente, essa equipe tem totais condições de levar o troféu pela primeira vez em sua história.

Conferência Leste

1.   Boston Celtics
Kyrie Irving e Gordon Hayward. As enormes contratações do Celtics para a temporada.


         Após algumas temporadas longe dos playoffs, o Boston Celtics voltará com mais força do que nunca e o torcedor tem motivos para crer no 18º título da franquia mais vitoriosa da história da NBA. A equipe, vice-campeã da conferência da temporada passada, terá um melhor elenco com a chegada de dois espetaculares jogadores: Gordon Hayward, ex-Utah Jazz, que fez uma brilhante temporada, tendo 21.9 pontos de média, e Kyrie Irving, campeão da NBA pelo Cleveland Cavaliers e 4 vezes All-Star. A filosofia do jovem treinador Brad Stevens, de uma defesa sólida e um ataque veloz e eficiente, tem dado resultado, principalmente na temporada passada. De fato o Celtics sofreu muito na janela de transferências, já que perdeu jogadores importantes, como Avery Bradley, Jae Crowder, Amir Johnson, e especialmente Isiah Thomas, que estava envolvido com o Cavaliers na troca com Irving. Todavia, peças importantes evoluíram, como os meninos Marcus Smart e Jalen Brown, outras chegaram no time via Draft, como Jason Tatum, e por fim devido as trocas ou negociações, como Irving, Hayward, Marcus Morris, Aron Baynes e o pivô experiente Al Horford. Parece que faltava experiência nesse time temporada passada. Agora ela chegou. Veremos o que o Boston pode fazer na conferência Leste, sendo considerado o time com maior chance de título (12%) segundo a ESPN norte-americana.

2. Cleveland Cavaliers
LeBron James, um dos maiores nomes do esporte mundial, comandará o Cavs mais uma vez.

        
        Antes de qualquer manifestação sobre basquetebol, você deve ter uma coisa bem clara em mente: Respeite LeBron James. O “King” a cada temporada, quebra números, dá espetáculos e cada vez mais se coloca na disputa para ser o maior de todos os tempos na história do basquete. Tri campeão da NBA (2011, 2012 e 2016), o maior pontuador da história dos playoffs terá mais uma tarefa para realizar, vencer os Warriors e sagrar Cleveland pela segunda vez. Vice no ano passado, LeBron e os Cavaliers viram seu principal armador Kyrie Irving ir para Boston que em contra partida cedeu importantes jogadores, como Jae Crowder, Ante Zizic e Isiah Thomas, a principal estrela do time de Massachusetts. Além de manter a base do time campeão de 2016, Cleveland encorpou seu elenco com a vinda de Derrick Rose, MVP da liga em 2011, Jeff Green, o experiente Jose Calderon e um velho amigo de LeBron: Dwayne Wade. Wade, tri campeão da NBA, busca com seu companheiro mais um título para o currículo de ambos e principalmente, reeditar a parceria de sucesso dos tempos de Miami Heat. Com um elenco muito mais amplo e recheado de grandes estrelas no time titular, os torcedores estão bem otimistas. Com o foco da mídia em Boston, os Cavs terão menos pressão e teoricamente poderão ter mais tranquilidade. E convenhamos, se forem campeões, não será novidade para ninguém.

3.   Washington Wizards
Um dos melhores backcourts da liga, Wall e Beal buscam levar Washington à glória.



      Em 1978, o Washington levantou o troféu Larry O´Brien pela primeira vez em sua história. Os Bullets derrotaram o Seattle Supersonics e faturaram o título. Mas não estamos falando dos Bullets, e sim do Wizards. O nome da equipe mudou em 1998, mas a glória se mantem intacta. Após o título de 78, a equipe nunca mais conseguiu grandes resultados nos playoffs chegando apenas as semifinais de conferência, mas esse ano, a capital está esperançosa. Com uma dupla de armadores, considerada por muitos como a melhor da liga, John Wall e Bradley Beal carregam os Wizards, com médias de pontos dos dois chega a 46.2, na missão de combaterem os favoritos Cavaliers e Celtics. O time comandado por Scott Brooks, tem uma boa defesa dentro e fora do garrafão, com média de 8.5 roubos de bola por jogo, além de ser um time muito físico, que possui jogadores que gostam do contato dentro do garrafão com Gortat, Oubre Jr, Otto Porter Jr, Markieff Morris e até mesmo John Wall, que é letal no garrafão, seja com enterradas, seja com suas bandejas acrobáticas. A equipe não teve grandes negociações na janela, mas mantiveram a base e renovaram os contratos de Wall e Porter, além de adquirirem Jodie Meeks, um bom chutador de três pontos ao elenco recheado de jogadores médios, o que é muito importante na NBA. Com humildade e não muita badalação, os Wizards buscam surpreender os favoritos da conferência e ir às finais.
    
        As cartas estão na mesa, resta saber se existe alguém que possui as melhores estratégias para bater o atual campeão ou se teremos mais do mesmo nessa nova temporada da NBA.
























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