Presidente do Comitê Olímpico e seu braço direito são presos na Zona Sul do Rio de Janeiro

Presidente do Comitê Olímpico e seu braço direito são presos na Zona Sul do Rio de Janeiro

No cargo há 22 anos, Nuzman é suspeito de comprar integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), para a escolha da sede olímpica.
Por Raul Vitor
O presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, em Lausanne, Suíça (Laurent Gillieron/EFE/VEJA)

Carlos Arthur Nuzman, de 75 anos, foi preso na manhã da última quinta-feira (5), no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, junto ao seu braço direito, Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016. Ambos são acusados de atuar diretamente em um esquema de compra de votos para que o Rio de Janeiro sediasse os Jogos Olímpicos.

Além da compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional, Nuzman é acusado por tentativa de obstrução de justiça, devido a retificação da declaração de imposto de renda, após apreensões realizadas no dia 5 de setembro. Entre os valores ocultados há 16 barras de ouro.

O Comitê Olímpico Internacional ofereceu cooperação total as investigações e disse, em nota: “ As atividades da Comissão de Ética do COI começaram imediatamente depois que as alegações foram feitas e a investigação está em andamento. Dado os novos fatos, a Comissão de Ética do COI pode considerar medidas provisórias, respeitando o direito do Sr. Nuzman de ser ouvido. ”

Em nota, a Comissão de Atletas do COB, liderada por Tiago Camilo e mais 18 integrantes, diz que apoia a investigação.

Confira a íntegra da nota:


A Comissão de atletas do Comitê Olímpico do Brasil, vem através desse documento expressar total apoio às operações que buscam transparência na gestão das entidades esportivas brasileiras. Não devemos fechar os olhos para o ilícito e é nosso dever como qualquer cidadão brasileiro, proteger e preservar o bom funcionamento do nosso País. Gostaríamos também fosse separado a instituição (COB), do Sr. Carlos Arthur Nuzman e que fique à cargo da Polícia Federal e Justiça brasileira fazerem toda denúncia, investigação e condenação de seus atos praticados. Gostaríamos ainda, que os Jogos do Rio 2016 não sejam lembrados somente por esse escândalo ou outro problema qualquer, mas sim pelo desempenho e pelas conquistas dos atletas brasileiros nas arenas e ginásios olímpicos. Isso deve ser o nosso legado para as crianças e uma prova que o esporte sempre será um dos melhores caminhos para o desenvolvimento humano.

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