Os impactos da mobilização catalã
Os impactos
da mobilização catalã
Os
moradores da Catalunha foram as urnas para participar do plebiscito que decidirá
se a Catalunha permanecerá parte da Espanha, ou conseguirá sua tão sonhada
independência
Por
Daniel Gateno
Percorrendo
todo o território espanhol, é possível observar os diversos movimentos
separatistas que existem no pais; da Galícia aos Bascos, passando pelos
Catalães, existe uma vontade histórica de se tornar livre do domínio
socioeconômico espanhol.
Em contrapartida, O Espanyol
de Barcelona, maior rival regional do time de Messi é totalmente contra o
movimento separatista, por isso, seu nome é um sinônimo do nacionalismo
espanhol que ainda existe dentro da Catalunha, mostrando que o dérbi catalão
não é apenas uma questão de futebol, mas sim política.
O Presidente da “La Liga”, Javier Tebas já
confirmou que se a independência ocorrer, todos os times da região Catalã não
poderão jogar o campeonato espanhol. Dentre as diversas possibilidades que
surgem, uma delas é a do campeonato catalão, que além do Barcelona e Espanyol,
teria apenas equipes semiprofissionais. A liga francesa e o campeonato inglês
também surgem como possibilidades no horizonte do Barcelona.
Confira a lista feita pelo site da ESPN Brasil sobre todos os times catalães.
Espanyol
- É o segundo clube mais conhecido da cidade de
Barcelona. Com quatro títulos de Copa do Rei no currículo, sendo o último deles
em 2006, a equipe faz o Derby catalão com o Barça, que leva ampla vantagem nos
confrontos diretos por sempre ter sido o clube mais rico e vitorioso. Fundado
em 1900, joga no Estádio Cornellà-El Prat, com capacidade para 40 mil pessoas.
Tradicionalmente sempre foi visto pelos catalães como um clube mais alinhado com
o governo espanhol, de Madri.
Girona - Fundado em 1930, o Girona, de cidade homônima, disputa em 2017 a
primeira divisão espanhola pela primeira vez na história. A agremiação tem como
proprietário o City
Football Group, empresa criada para supervisionar e administrar uma
rede de clubes e diversas áreas dentro do futebol sob tutela do Manchester
City, com a Abu Dhabi United Group como
matriz. Seu estádio é o Montilivi, com capacidade para 9.282 pessoas.
Barcelona B - Em 1934, o Societad Esportiva Industrial Espanya, time de uma
fábrica com o mesmo nome que tinha um presidente do Barcelona como
proprietário. Em 1943, o cartola tornou a equipe da empresa como o time reserva
do Barça. Já ganhou promoções para subir de nível no futebol espanhol, mas por
ser uma filial do gigante catalão não teve a permissão de ser promovido. Manda
seus jogos no Mini Estadi, com capacidade para 15,2 mil pessoas.
Reus - Outro time de cidade homômina, este clube tem 107 anos de vida.
Seu estádio também se chama Camp Nou, assim como o do Barcelona, com capacidade
para apenas 5 mil pessoas. O clube jamais atuou na elite, e está no segundo
escalão há apenas dois anos. É conhecido por ter um caráter mais poliesportivo,
sem dedicar-se exclusivamente ao futebol. São popularmente chamados em sua
cidade como "crochês".
Gimnàstic de Tarragona - Arquirrival do Reus, o
clube foi fundado em 1886 e joga no Estádio Nou, com capacidade para 14.591
pessoas. Tricampeão da Copa da Catalunha, já esteve na elite espanhola no
passado - a última vez foi em 2006/07. Uma curiosidade e foi o primeiro time da
história a vencer o Real Madrid dentro do Santiago Bernabéu, em janeiro de
1948, e é até hoje o único time que saiu vitorioso de sua primeira visita à
casa do gigante madrilenho.
Badalona - Com 114 anos de história, o clube é da cidade homônima e atua em
um estádio com capacidade para 4 mil pessoas. Nunca jogou a primeira divisão
espanhola, mas passou 14 temporadas no segundo escalão. Hoje, disputa a
"Terceirona", competição ao qual foi campeão em 2005/06. O clube
também foi seis vezes campeão do quarto patamar do futebol espanhol.
Cornellà - O clube, da cidade de mesmo nome, foi fundado em 1951 e atua no
pequeno estádio Municipal, que suporta apenas 1,5 mil pessoas nas
arquibancadas. É conhecido por seus bons trabalhos nas categorias de base,
tendo revelado atletas como Jordi Alba e Keita Balde. No profissional, jamais
chegou sequer à segunda divisão. Atualmente, está na terceira.
Llagostera - O time de Llagostera atua em um estádio com capacidade para seis
mil pessoas e tem como cores principais as mesmas do Barcelona. No ano passado,
o clube fundiu-se com o Palamós Club de Futbol e passou a se chamar Unió
Esportiva Palamós-Costa Brava.
Lleida - Fundado há apenas seis anos, o clube de Lérida
joga no Camp d'Esports, um dos mais antigos estádios da Espanha, com capacidade
para 13,5 mil pessoas. Atualmente no que equivale à terceira divisão, o clube
passou a existir depois de um time - com passagens pela elite espanhola - com o
mesmo nome ter decretado falência e extinção depois de 72 anos, por dívidas de
28 milhões de euros.
Olot - O clube foi fundado em 1921 e atua em um estádio para
somente 3 mil pessoas. Sua cidade tem o mesmo nome e apenas 34 mil habitantes,
a 92 km de Barcelona. A equipe jamais jogou sequer a segunda divisão espanhola
e está a apenas três temporadas no equivalente ao terceiro piso do futebol local.
Peralada - Com 102 anos de vida, o time da cidade de Peralada - que tem
apenas 1.835 habitantes e estádio com capacidade para 1,5 mil, quase a
população local inteira - virou uma filial do Girona, hoje na primeira divisão.
Assim, passou a disputar a "Terceirona" com o nome de Peralada-Girona
B, em vaga que foi comprada após o Gavá desistir por dívidas. Para isso, foi
desembolsado 133 mil euros (R$ 494,74 mil).
Sabadell - O clube já atuou por 14 temporadas na primeira divisão
espanhola - a última delas
em 1988 - e 43 vezes na "Segundona" - tendo levado o título duas
vezes. Hoje, atua no Estádio Nova Creu Alta, que pode receber quase 12 mil
pessoas. Até 2015, tinha um japonês como presidente: o empresário Keisuke
Sakamoto, que havia comprado as ações do clube por 2,5 milhões de euros (R$ 9,3
milhões), mas vendeu três anos depois por apenas 51 mil euros (R$ 189,7 mil).


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