A guarda compartilhada entre Palmeiras e WTorre
Allianz Parque, um estádio ou uma arena multiuso?
No ano passado, o estádio do Palmeiras ficou com o posto de segunda arena com mais shows e eventos no mundo, sendo 27 partidas de futebol, contra 14 shows
Por Giovanna Colossi
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| Foto por: GettyImages |
No dia 19 de Novembro de 2014, a Arena Allianz Parque foi
inaugurada com a derrota do Palmeiras para o Sport, o que pode ser considerado
um prenúncio de muitas perdas que o time teria que enfrentar em sua “nova casa”.
Se o saldo de vitórias do time no estádio é positivo, no
duelo contra a WTorre o Palmeiras perde quase sempre. Os problemas começaram quando
a Arena ainda era um projeto visionado pelo clube em parceria com a construtora.
O Palmeiras só é considerado dono do estádio em dias de
jogos, que representam por volta de 10% dos dias do ano. Nos dias restantes, a arena
se torna propriedade da WTorre que pode administrá-la e explorá-la como bem
entender, desde que o estádio esteja em ordem nos dias de partidas do
Palmeiras. Se em algum momento isso pareceu que iria funcionar na teoria, a prática
foi rápida em apontar os problemas que vem com essa guarda compartilhada.
O gramado do estádio sofre e não foram poucas às vezes que
o time foi prejudicado pela má manutenção. Um exemplo atual, foi o jogo do
Palmeiras contra o Santos, na 26° Rodada do Campeonato Brasileiro, além da
chuva que deixou poças por todo o campo, o gramado desnivelado pelos shows do
São Paulo Trip Festival, tiraram o charme da partida e dificultaram a fluidez
do jogo.
Outro ponto a ser notado é a recente notícia de que o
Palmeiras pode perder a Allianz Parque durante 300 dias em 2018. A WTorre notificou o clube de que irá utilizar a arena para shows e eventos. Só em 2017,
o Palmeiras teve que jogar 5 partidas fora do clube devido a conflitos na
agenda, o mais recente contra a Ponte Preta.
O maior argumento da WTorre é recuperar o investimento
feito para a construção da arena e os 22 mil metros quadrados em novas
instalações para o clube social, que é uma discussão que não cabe aqui, mas que
pode ser abordada em outro momento sobre o que é considerada uma obra
finalizada e uma obra pelada entregue para que sócios terminassem de pagar.
A construtora não foi a única a investir na nova casa do Palmeiras,
torcedores se dispuseram em passar 4 anos vendo o time jogar em Barueri ou no
Pacaembu, na expectativa de ter o estádio mais bonito e completo da cidade e o
que ganharam foi uma arena completa para a realização de eventos e shows que
dificulta o rolar da bola.

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